Como a automação transformará os locais de trabalho até 2026
Em 2026, a automação terá um impacto significativo na forma como os brasileiros trabalham. Com avanços contínuos na inteligência artificial, robótica e tecnologias relacionadas, espera-se que muitas tarefas rotineiras e repetitivas nos locais de trabalho sejam cada vez mais automatizadas. Essa transformação trará desafios e oportunidades para empresas e funcionários em todo o país.
Aumento da eficiência e produtividade
Uma das principais vantagens da automação nos locais de trabalho será o aumento da eficiência e produtividade. Tarefas que antes eram realizadas manualmente, como processamento de dados, análise de relatórios e até mesmo atendimento ao cliente, poderão ser executadas de forma mais rápida e precisa por sistemas automatizados. Isso permitirá que os funcionários se concentrem em atividades mais estratégicas e de valor agregado, impulsionando o crescimento e a competitividade das empresas brasileiras.
De acordo com um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a automação poderá aumentar a produtividade do trabalho no Brasil em até 30% até 2026. Esse ganho de eficiência será fundamental para que as empresas nacionais se mantenham competitivas em um mercado cada vez mais globalizado.
Redução de custos e aumento da lucratividade
Além do aumento da produtividade, a automação também contribuirá para a redução de custos operacionais das empresas brasileiras. A substituição de mão de obra humana por sistemas automatizados em tarefas repetitivas e de baixo valor agregado poderá gerar economias significativas em salários, encargos trabalhistas e treinamento de pessoal.
Estima-se que as empresas brasileiras possam economizar até 20% em custos operacionais com a adoção de soluções de automação até 2026. Essa redução de despesas, combinada com o aumento da produtividade, impulsionará a lucratividade e a competitividade das organizações no mercado.
Transformação das habilidades exigidas
À medida que a automação se torna mais presente nos locais de trabalho, o perfil de habilidades exigido dos funcionários também irá se transformar. Tarefas rotineiras e manuais serão cada vez mais realizadas por máquinas, enquanto os trabalhadores precisarão se concentrar em atividades que envolvam raciocínio crítico, resolução de problemas, criatividade e habilidades interpessoais.
De acordo com um levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), até 2026, cerca de 35% das habilidades exigidas nos locais de trabalho no Brasil serão diferentes das atuais. Isso significa que os funcionários terão de se adaptar e adquirir novas competências para se manterem relevantes e empregáveis.
Necessidade de requalificação e educação continuada
Para se adaptar a essa transformação, os trabalhadores brasileiros precisarão investir em requalificação e educação continuada. Habilidades como programação, análise de dados, design de experiência do usuário (UX) e gestão de projetos serão cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho.
De acordo com um estudo do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), até 2026, cerca de 60% dos trabalhadores brasileiros precisarão passar por algum tipo de requalificação profissional. Empresas e governos terão de se unir para oferecer programas de treinamento e capacitação que preparem a força de trabalho para as demandas futuras.
Impacto na estrutura organizacional
A adoção da automação também transformará a estrutura organizacional das empresas brasileiras. Com a redução de tarefas manuais e repetitivas, haverá uma tendência de achatamento dos níveis hierárquicos, com menos cargos de supervisão e gerência intermediária. Em contrapartida, haverá uma maior demanda por profissionais altamente especializados em áreas como tecnologia, análise de dados e gestão estratégica.
Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), até 2026, cerca de 25% dos cargos de gerência e supervisão nas empresas brasileiras poderão ser automatizados ou extintos. Essa transformação exigirá que as organizações repensem suas estruturas, processos e modelos de negócios para se adaptarem a essa nova realidade.
Desafios éticos e sociais
Apesar dos benefícios da automação, existem também desafios éticos e sociais a serem enfrentados. A substituição de mão de obra humana por máquinas pode gerar preocupações quanto ao impacto no emprego e na renda dos trabalhadores, principalmente entre aqueles com menor qualificação.
De acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), até 2026, a automação poderá colocar em risco cerca de 25% dos empregos atuais no Brasil. Isso exigirá políticas públicas e ações das empresas para mitigar os efeitos negativos e garantir uma transição justa e inclusiva para os trabalhadores.
Além disso, questões éticas relacionadas à privacidade, segurança de dados e transparência dos sistemas automatizados também precisarão ser abordadas de forma adequada pelas empresas e pelo governo.
Conclusão
Em resumo, a automação terá um impacto significativo nos locais de trabalho brasileiros até 2026. Embora traga benefícios como aumento da eficiência, redução de custos e maior competitividade, também apresenta desafios em relação à transformação das habilidades exigidas, necessidade de requalificação dos trabalhadores e impactos sociais e éticos. As empresas e o governo precisarão se preparar e adotar estratégias abrangentes para aproveitar os benefícios da automação e mitigar seus efeitos negativos, garantindo uma transição suave e justa para os trabalhadores brasileiros.