Gerenciamento de identidade e acesso em 2025 no Brasil
Em 2025, o gerenciamento de identidade e acesso (IAM) se tornou um pilar essencial na estratégia de segurança cibernética das organizações brasileiras. Com a acelerada transformação digital e a adoção em massa de tecnologias emergentes, a necessidade de garantir o acesso seguro e controlado a recursos críticos nunca foi tão crucial.
Neste artigo, exploraremos as principais tendências e melhores práticas no campo do IAM que estão moldando a paisagem organizacional no Brasil em 2025.
Identidade única e centralizada
Uma das principais evoluções no IAM é a adoção generalizada de soluções que permitem uma visão unificada e centralizada da identidade do usuário. Essas plataformas integram diversos sistemas e fontes de dados, fornecendo uma representação única e fidedigna de cada indivíduo – seja funcionário, cliente ou parceiro – dentro da organização.
Benefícios desta abordagem incluem:
- Maior eficiência e produtividade, ao eliminar a necessidade de gerenciar múltiplas credenciais;
- Melhor experiência do usuário, com acesso simplificado a todos os recursos necessários;
- Maior controle e visibilidade sobre atividades e acessos, fortalecendo a postura de segurança.
Autenticação multifator onipresente
A autenticação multifator (MFA) se tornou um padrão obrigatório para todas as organizações brasileiras em 2025. Essa camada adicional de segurança, que vai além da simples senha, garante que o acesso a recursos críticos seja concedido somente a usuários devidamente identificados.
Diversas modalidades de MFA estão amplamente difundidas, como:
- Tokens de segurança físicos ou virtuais;
- Biometria (impressão digital, reconhecimento facial, etc.);
- Códigos enviados por SMS ou aplicativo móvel.
Essa abordagem robusta de autenticação contribui significativamente para mitigar riscos de acesso não autorizado e ataques de phishing.
Autorização contextual e just-in-time
Além da autenticação, o controle de acesso baseado em papéis (RBAC) evoluiu para modelos mais sofisticados de autorização. Em 2025, as organizações brasileiras adotam soluções que avaliam o contexto do acesso – como localização, dispositivo, horário, etc. – para conceder privilégios de forma dinâmica e just-in-time.
Essa abordagem, conhecida como acesso adaptativo, permite:
- Minimizar o risco de acessos desnecessários ou excessivos;
- Garantir que os usuários tenham apenas os privilégios necessários no momento exato em que precisam;
- Responder de forma ágil a mudanças no perfil de risco.
Ao combinar autenticação robusta e autorização contextual, as organizações alcançam um nível superior de proteção sem comprometer a produtividade dos colaboradores.
Gerenciamento de ciclo de vida de identidades
O gerenciamento do ciclo de vida das identidades digitais tornou-se um processo crítico em 2025. Desde a criação, alteração e exclusão de contas de usuário até a atribuição e revogação de privilégios, essa abordagem holística garante que o acesso a recursos seja concedido e revogado de forma oportuna e precisa.
Benefícios-chave incluem:
- Redução de riscos de acesso não autorizado devido a contas ociosas ou privilégios excessivos;
- Maior eficiência operacional, com automatização de tarefas repetitivas;
- Conformidade com regulamentações e políticas internas de segurança.
Governança e conformidade
O IAM também desempenha um papel fundamental na governança e conformidade organizacional. Em 2025, as soluções de IAM fornecem visibilidade abrangente sobre acessos, permissões e atividades, permitindo que as organizações brasileiras:
- Atendam a requisitos regulatórios, como LGPD e normas setoriais;
- Implementem e monitorem o cumprimento de políticas de segurança e privacidade;
- Realizem auditorias e gerem relatórios para demonstrar conformidade.
Essa capacidade de governança integrada ao IAM é essencial para mitigar riscos e evitar penalidades por não conformidade.
Integração com tecnologias emergentes
Em 2025, o IAM evoluiu para se integrar de forma harmônica com outras tecnologias emergentes, como:
- Computação em nuvem: soluções de IAM nativas da nuvem ou híbridas que oferecem escalabilidade, disponibilidade e redução de custos de infraestrutura;
- Inteligência artificial e aprendizado de máquina: recursos de detecção de anomalias, análise de comportamento e provisionamento automatizado de acessos;
- Internet das Coisas (IoT): gerenciamento de identidades e acessos para dispositivos e sensores IoT, garantindo a segurança de ambientes conectados.
Essa integração permite que as organizações brasileiras aproveitem ao máximo os benefícios dessas tecnologias, mantendo a segurança e o controle sobre identidades e acessos.
Desafios e considerações futuras
Apesar dos avanços significativos, o gerenciamento de identidade e acesso enfrenta alguns desafios em 2025:
- Complexidade crescente: a proliferação de identidades, aplicações e dispositivos torna a gestão de acessos cada vez mais complexa;
- Ameaças em evolução: os cibercriminosos desenvolvem técnicas sofisticadas para burlar a segurança de identidades, exigindo soluções cada vez mais robustas;
- Equilíbrio entre segurança e usabilidade: encontrar o ponto ideal entre controle de acesso e experiência do usuário é um desafio constante.
No entanto, as organizações brasileiras estão bem posicionadas para enfrentar esses desafios. Com investimentos contínuos em IAM, adoção de melhores práticas e integração com tecnologias emergentes, elas poderão garantir a segurança de suas identidades digitais e sustentar a jornada de transformação digital.
Em conclusão, o gerenciamento de identidade e acesso desempenha um papel fundamental na estratégia de segurança cibernética das organizações brasileiras em 2025. Ao implementar soluções avançadas de IAM, as empresas podem proteger seus ativos críticos, garantir a conformidade regulatória e impulsionar a inovação em um ambiente digital cada vez mais complexo.